sexta-feira, 9 de outubro de 2015

1º Bate Papo RPG: Cenário de RPG

Salve Galera.















No dia 03/10, na biblioteca Rubens Borba Alves de Moraes, em São Paulo no bairro de Ermelino Matarazzo, ocorreu o 1º Bate-Papo RPG. O tema principal foi sobre como está o cenário de RPG em São Paulo. Confira a discussão:


A ideia do encontro surgiu com a questionamento: "Se há tantos grupos de RPG atuando em São Paulo, por que eles não conversam entre si?". Para discutir essa questão apareceram Maria do Carmo e Jaime Daniel da Ludus Culturalis, Max da Gibiteca Balão, Eduardo Soulsteal do RPG na Praça, Fernanda Mazete e Adilson Medeiros do Ideias de RPG e outros participantes do cenário rpgístico.

Durante a discussão, problematizamos a postura resistentes de alguns grupos, a falta de divulgação dos trabalhos realizados, a profissionalização do RPG, a situação mercadológica, o enfraquecimento dos eventos, sobretudo a falta de diálogo entre os grupos.















Voltar no tempo para compreender o que acontece hoje. Foi apontado o final da década de 1990, para o início dos anos 2000, como o melhor momento do cenário do RPG. A iniciativa da revista Dragão Brasil, somada com as ações da Devir (sobretudo com a atuação de Carlos "Caco" Lourenço nas proposições de atividades), tínhamos o fenômeno da EIRPG (O Encontro Internacional de RPG), que servia de palco para interações e construir elos entre os grupos de rpgístas.

Observamos hoje que alguns dos integrantes desses grupos envelheceram, e suas posições não foram substituída, recicladas ou revitalizadas. Devido as tendências de mercado (principalmente com a influência da internet) o modo de consumo dos jogos, do gênero RPG foi mudando, gerando assim um novo perfil de jogadores.

Assim, com o fim da revista, - que servia um espaço de divulgar os grupos - e a Devir, que perdeu força em seu protagonismo, o resultado foi a ausência de um elo que pudesse estimular e movimentar essa nova geração de jogadores. Consequentemente, as editoras e eventos perderam a força também.



Nesse novo cenário, possibilitou que novos grupos surgissem, e aqueles que conseguiram resistir as mudanças, só tem força o suficiente para se manter, atuando apenas em seu próprio território, tendo dificuldades pela distância e sem conseguir propor atividades com outros grupos devido falta de um elo de comunicação comum.

A conclusão que chegamos desse encontro, é que hoje o RPG ainda continua sendo um hobby de nicho. Que com o passar do tempo, conforme os jogos, sistemas e modalidades foram expandindo, esse nicho rpgistico foi se segregando cada vez mais, e o interesse de reunir essas pessoas, também se extinguiu.
Chegamos a um consenso que a melhor chance de mudança desse cenário, poderia estar na "nova geração", no entanto, daqueles que outrora protagonizaram o movimento rpgísta, não tiveram a preocupação de formar seus "herdeiros". Mesmo que hoje houvesse essa preocupação, como seria essa formação? Quem seria essa "nova geração" e onde encontrá-los? Quem de nós estaria com a "tocha" a ser passado para esses novos protagonistas?  


























Muito obrigado pela presença de todos. Esperamos vocês no próximo bate papo.

Fotos de Fernanda Mazete

Um comentário:

  1. Excelentes argumentos. Muito do que pense e vejo acontecer. a maioria dos jogadores não conversam entre si. Os grupos antigos não abrem espaços para novos jogadores. Aliás, eles ja partem de campanhas com personagens evoluídos, pois conhecem todas as regras.

    Ai fica difícil para os novatos aprenderem e se interessarem.

    Para resolver essa equação, uma ideia seria utilizar dos projetos de "Escola Aberta", promovidas pelas redes públicas de ensino. Entretanto, novos jogadores demandam de velhos mestres. Quem joga tem que ir aos eventos e mestrar para a gurizada.

    Quanto as empresas, o apoio delas e patrocínio é primordial. Afinal, a ideia é que esses novos jogadores também se tornem consumidores de RPG.

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